Archive for Novembro 2006
Modelo CarryDrop
Seguindo o exemplo Carry Drop criado por John T. Murphy da universidade do Arizona fiz uma apresentação numa aula de sociologia sobre o modelo. O modelo é excelente para quem se quiser iniciar no Repast uma vez que permite que passo a passo se possa aprender os funcionamento da biblioteca.
pdf: [CarryDropModel]
Metodologias de Investigação
Quase todos os cursos as tem, quase todos as odeiam e ninguém consegue fugir delas. Nomeadamente ninguém consegue fugir à construção de um projecto se efectivamente pretender continuar com o trabalho de produção de tese.
Contudo a cadeira de Metodologias de Investigação sofre de um problema, comum a muitas cadeiras horizontais: Na sua generalidade dispersa-se por áreas e assuntos que são de pouco interesse para os intervinientes de uma área científica específica e transformam esta cadeira numa especie de matemática à qual ninguém pode fugir, mas da qual todos receiam os piores resultados.
Na minha opinião esta cadeira faria sentido se fosse mais balizada dentro dos cursos de mestrado em que é leccionada, funcionando como uma cadeira de acompanhamento do aluno, funcionando como ferramenta de desenvolvimento e evolução. Acho que metodologias de investigação é por aquilo que se propõe uma cadeira excelente para ser considerada uma cadeira prática e não uma cadeira teórica como é apresentada comumente.
Nota: dentro de 15 dias tenho que apresentar um pré-projecto de tese, na cadeira de MI.
Ciências da Complexidade
Talvez o mais complicado deste curso seja definir o que é. Sendo plural, ciências, parece ainda não se constituir como uma disciplina, mas contudo a existência do curso seja já sintomático que as ciências da complexidade caminham para ciência da complexidade e cada vez mais se tornem autónomas e com um corpo de investigadores próprios. Mas as ciências da complexidade são também um novo paradigma da investigação científica em que cada vez menos clássico, o trabalho de investigação vive num turbilhão de disciplinas onde o todo não é igual à soma das partes. A chamada interdisciplinaridade.
Nesta aventura a que me propuz talvez o primeiro grande desafio seja conseguir colocar de forma simples o que afinal é isto de ciências da complexidade. É uma tarefa para dois anos, para muitas noites sem dormir, para muitas ideias geniais (mesmo que depois sejam grandes disparates), é o tornar a ser criança, libertar o espirito dos preconceitos e absorver novas formas de pensar e ver o mundo.
É afinal a aventura do conhecimento.